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Fã Clube {ES}pirito Pitty

Foi pensando no quão difícil é gostar de rock no estado do Espírito Santo e aproveitando para dar ênfase à questão de como é ser fã da Pitty em terras capixabas que colocamos nossos moderadores para dar seus depoimentos e esclarecer questões sobre “Como é curtir rock no Espírito Santo” e “História como fã da Pitty”. Com palavras diferentes, não precisa de muita habilidade em interpretação de texto para perceber que por aqui o rock é esquecido e o modismo consome a juventude que está cada vez menos crítica. 

Na certa este é um perfil completamente diferente dos outros que você possa ter visto por ai, somos nós e o nosso estado em um único depoimento. Somos capixabas sim! E aos trancos e barrancos acreditamos que podemos ser melhores. Já dizia a bandeira do Espírito Santo “Trabalha e Confia”, até então é o que estamos fazendo e agradecemos a todos que também confiam e caminham junto com a gente.

     

Moderação

Sádila de Palma Almeida

“Lugar onde o axé e o funk predominam, reconheço que o Espírito Santo não é o melhor estado do mundo para se tornar fã de uma banda de Rock, ainda mais se tratando de Pitty, algum ser humano se contenta em apreciar o trabalho do ídolo apenas uma vez por turnê? Se todos se contentam, fico feliz em conseguir ser diferente, mas sei que não estou sozinha nessa. O {ES}pírito Pitty demorou a tomar um rumo e hoje é o mapa pra tudo o que acontece por aqui, descobri na prática que não estamos sozinhos. Encontrei mais que amigos nessa brincadeira de ser “blogueiro”, uma coisa une a outra e o que une todo mundo nessa história são quatro pessoas incríveis que fazem valer a pena todo esforço e tempo dedicado pra construir qualquer coisa que lhes dizem respeito e são eles: Duda, Joe, Martin e Pitty”.  

“História de fã é sempre uma coisa meio maluca e confusa. Pensando em tudo que me trouxe até aqui hoje sem desistir me vem à cabeça muitos pedras, águas, buracos e ondas, tropeços sem fim. Lembro-me muito bem de quando as pessoas diziam: isso é moda e vai passar! Quem sobreviveu pra assistir o procedimento dessa história acho que já deve pagar pela língua. Confesso que já fui uma fã idiota que chorava por tudo, achava que tudo estava contra mim, alugava a TV quando tivesse Pitty em algum programa e me irritava profundamente quando passavam na frente enquanto eu assistia, ter 11 anos e se achar fã de alguém pode ser ridículo as vezes. O lado bom da história é que aos 18 anos você se acha dona do seu nariz e quer dominar o mundo, mas começa querendo dominar a si mesma e as suas vontades e a maior vontade quanto a música é continuar vivendo pelo que me faz bem e ouvindo o que tenha sentido. Não, eu ainda não me entreguei ás graças da mídia e nem ao terror do Rebolation, a nossa música agora é colorida de preto e branco”.

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Diego Transpadini Silva

“Está pra nascer quem diga que curtir rock no Espírito Santo é coisa fácil, simples. Fácil é para os “axezeiros”, funkeiros e os outros “eiros” por aqui existentes, menos pros roqueiros, é claro! E quando você é super fã de uma banda que faz rock, e que com muita dificuldade consegue fazer um show por CD no estado? Ai a situação fica critica! Se você consegue juntar suas tralhas e seguir atrás desta banda, Parabéns! você é feliz! Mas quando isso não é possível? Haha! Senta e chora. Mas se tem uma coisa que me faz sentir bem em relação a essa banda no Espírito Santo é o Fã Clube {ES}pirito Pitty, este sim é o meu orgulho, este sim! Ele, com o seu jeitinho simples ultrapassou as barreiras do anonimato e hoje é um ícone, um portal de acesso para aqueles que querem saber o que rola com Pitty, Duda, Joe e Martin, pessoas estas que eu sou eternamente grato. Sim, grato! Pois eles nunca me deram motivos, para nem se quer pensar em desistir. Valeu pessoas!” 

“Minha história de amor com a Pitty começou na época do ACN, porém, nessa época eu não conhecia a fundo ainda. Comecei ouvindo, na existiam minis-CDs da coca cola, 5 se minha vaga memória não me engana, e em um destes tinha a faixa ”Admirável Chip Novo” e mais outras musicas, e eu gostei. Depois eu ouvi “Máscara”, e ai me despertou realmente a vontade de conhecer melhor. Procurei saber sobre a banda, ouvi o disco e me apaixonei. Depois disso, fui procurar sobre a Pitty, mas o seu verdadeiro EU, e não aquela que sobe aos palcos faz seu show e faz muita gente surtar. E quando eu vi, já estava mergulhado nesse mar sem conseguir voltar. Foi essa Pitty que me ensinou que o rock’n’roll não é apenas forma, e sim uma essência. Essência esta que a Pitty consegue passar como ninguém!”

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Aline Borel Fraga

“Inenarrável! Ser fã de uma banda de rock em um lugar onde existem poucos eventos voltados a esse público e onde os produtores existentes preferem dar espaço as modinhas coloridas serelepes e aos grupos de pagode e axé é realmente complicado, tanto que nem o trabalho de bandas locais é valorizado o que acarreta na mudança das bandas que seguem para o eixo Rio x São Paulo para tentar a sorte. A falta de estrutura e local para a realização de tais eventos também é gritante, o que gera uma espera maior para os shows banda, que normalmente vem aqui uma vez por cd, rs. Mas apesar dos pesares, acabamos nos acostumando com essa ausência e tentamos administrar com viagens a shows em outros estados e com o famoso ritual, que irrita 11 a cada 10 mães, ao colocarmos os CDs no talo e dar play.”

“História essa que ao contrario de muitos, começou tardiamente. Apesar de ganhar o ACN em um amigo pirata na escola na época da explosão da banda, com exceção da faixa Temporal, o CD não me enchia os olhos. Por esse motivo ele ficou lá guardado por um bom tempo até um dia resolver dar uma “nova chance” e escutá-lo por completo, a reação dessa vez foi totalmente oposta à primeira, a voz me conquistou, aquilo era bom. A partir de então passei a seguir todo esse mundo Pitty, acompanhar novos lançamentos e me envolver com essa “família”, enlouquecer com as letras das musicas, viajar nas melodias, toda essa diversidade que me trouxe aqui hoje, me fez questionar muita coisa e me fez conquistar amizades que foram unidas por essa voz mágica, por esse quarteto insano: Pitty, Martin, Joe e Duda, thanks!”

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Gustavo Ferreira André

“Se me pedisse pra resumir em uma palavra, eu diria Triste, mais como devo tratar como um relato, a história é diferente. No quesito shows, não tenho á agradecer, é apenas um por CD e olhe lá. Mas, além disso, eu pude conhecer pessoas novas, fazer amizades verdadeiras através da banda e trocar idéias sobre o trabalho deles. Só tenho á agradecer á banda pelos momentos de alegria que passei mesmo eles não fazendo a menor idéia, sem querer acabam juntando pessoas”. 

“Minha história como fã pode ser contada por todos os gêneros, ás vezes me perco ao contar, mais são contos que vão de loucuras até os momentos mais normais. Tudo começou com um CD de pirata de Admirável Chip Novo, aonde o objetivo era escutar Máscara, música indicada por uma amiga da minha irmã. De início, reprovei a música, achando-a pesada e tudo o mais, mas hoje, vejo como uma das melhores, e á que mais condiz meu cotidiano, já que somos tão criticados por nossos jeitos e costumes. Minha história como fã é algo que se sabe, mais não se explica, nem se conta, sai aos poucos, e quando perguntado, é como se as palavras fugissem, porém sei que todas estão guardadas no meu coração, e tudo o mais o que sinto pela banda”.

 

 

 

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Ranielly Sangi Hemerli

"Difícil! lugar onde eles dão mais preferência ao funk, pagode e axé. Digamos que no Espírito Santo não é um dos melhores lugares para se tornar fã de uma banda de rock, porque aqui eles dão mais valor e fazem mais eventos com esses tipos de músicas. Mas quando se trata de rock, aqui é difícil! Um show por CD é tenso. Feliz é aquele que pode juntar suas coisas e seguir atrás da banda e já aqueles que não podem, tem que esperar o próximo ano para curti um show. O {ES}pírito Pitty desde que conheço é um orgulho pra mim, e hoje é praticamente tudo. Chegou com jeitinho e foi me orgulhando aos poucos e hoje estamos aí, firmes e fortes! Lutando sempre pelas pessoas que nos dão mais orgulho ainda. Pitty, Duda, Martin e Joe."

Minha história de fã começou muito tarde, já na época do Anacrônico. Foi uma amiga que me apresentou os sons da Pitty, foi tipo, amor a primeira vista. Já conhecia algumas músicas, mas nunca procurava saber mais sobre a banda. Até no dia em que comecei a ouvir Teto de Vidro e Memórias e nunca mais parei. É engraçado olhar para trás e ver como eu era antes, aquela fã que alugava a televisão e o computador para ver a banda, faria tudo outra vez se fosse possível. Minha história como fã não é algo que se explique, mais algo que se sente como eu sinto e que esse sentimento vai sempre está guardado aqui, em meu coração.

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